• Vereador Camilo Cristófaro

Trânsito no Brasil




Dados do Conselho Federal de Medicina indicam que, a cada hora, cinco brasileiros morrem e outros vinte se ferem em decorrência de acidentes de trânsito em nosso país.


Nos últimos vinte anos, mais de 662 mil brasileiros perderam suas vidas e, atualmente, tragédias em decorrência do trânsito matam mais do que o vírus HIV/AIDS ou tuberculose, e são a oitava principal causa de mortes envolvendo todas as faixas etárias em todo o mundo.


No mundo, o número de vítimas fatais também é grande.

Anualmente, mais de 1 milhão de pessoas morrem e o número de feridos varia entre 30 e 50 milhões de pessoas.


O Brasil é um dos cinco maiores países em número de mortes no trânsito no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).


Com base nesses dados, a Organização das Nações Unidas (ONU), instituiu, em 2011, a “Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020”.


O objetivo era comprometer governos de diversos países a adotar medidas de prevenção contra acidentes no trânsito e reduzir pela metade o número de mortos e feridos até 2020.

Infelizmente, no último levantamento feito pela OMS, em 2016, o trânsito brasileiro fez 37.345 mil vítimas e os nossos órgãos públicos têm desafios consideráveis para cumprir a meta acordada com a ONU até 2020: acabar com excesso de velocidade, embriaguez ao volante, uso de celular, ausência de capacete e equipamentos de segurança, falta de cadeirinhas para o transporte de crianças e a recusa em usar cinto de segurança.


Uma nova agenda global de desenvolvimento sustentável foi firmada há quatro anos entre a ONU e os países participantes do programa e instituiu uma meta adicional até 2030: proporcionar acesso a sistemas de transporte público seguros, sustentáveis e a preços acessíveis aos cidadãos, contribuindo, assim, para melhorar a segurança no trânsito.


Mobilidade urbana, atenção especial às necessidades de grupos vulneráveis (crianças, mulheres, idosos e pessoas portadoras de deficiências), proteção à saúde dos usuários e do meio ambiente são pontos fundamentais dentro dessa nova agenda urbana proposta pela ONU, que defende a necessidade de redesenhar e adequar as cidades atuais para dar espaço às chamadas cidades do futuro, mais resilientes, seguras e sustentáveis.



Transporte público, um aliado do trânsito seguro


De acordo com dados do Ministério da Saúde, o ônibus é o transporte terrestre mais seguro e com menor índice de ocorrências de mortes no trânsito.


Um terço da população se locomove por ônibus, mas apenas um em cada 200 óbitos no trânsito ocorre com passageiros, incluindo frotas rodoviárias e urbanas.


Para Marcos Bicalho, diretor da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), a explicação é clara: “Todas as pesquisas mostram que o ônibus é o meio de transporte mais seguro que existe. E a velocidade reduzida dos ônibus é a principal razão pela baixa taxa de mortes no trânsito. Além disso, as medidas de prioridade como as faixas exclusivas, organizam o trânsito e evitam acidentes.”.


Bicalho acrescentou que a NTU desenvolve ações perante o poder público para expandir medidas que priorizem e busquem melhorar o trânsito no Brasil através do desenvolvimento sustentável por meio do transporte público, em especial, o ônibus.


Recentemente, a NTU, a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Públicos de Mobilidade urbana e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), lançaram o documento “Construindo hoje o amanhã – propostas para o transporte público no Brasil.”.


Em 2015, o World Resources Institute (WRI) Brasil lançou o manual “Segurança Viária em Sistemas Prioritários para Ônibus”, um amplo documento que fornece recomendações embasadas em análises de dados para incorporar a segurança à projetos, planejamentos e operações de diferentes sistemas de ônibus.


Segundo Marta Obelheiro, Especialista em Segurança Viária da WRI Brasil, nosso país ainda precisa avançar nos investimentos de priorização do transporte coletivo. Por outro lado, é fundamental melhorar a qualidade do transporte coletivo para evitar que os usuários do sistema migrem para outros modos de transporte mais seguros e menos sustentáveis, segundo a especialista.


Uma pesquisa da WRI apontou que a maior parte das mortes nos corredores de ônibus ocorre com pedestres fora da faixa de ônibus e que é fundamental melhorar a segurança para pedestres em vias com corredores de ônibus, oferecendo aos usuários um ambiente viário compatível com suas habilidades e fragilidades, que incluam elementos de infraestrutura que beneficiem a segurança de todos.



Ações para melhorar esse panorama


São Paulo é uma das cidades brasileiras que está investindo em segurança viária e priorizando o transporte público.

Após analisar os altos índices de morte no trânsito, a prefeitura decidiu publicar um plano de segurança intitulado Vida Segura.



Custos altos


Essa triste realidade traz perdas de vidas irreparáveis e prejuízos financeiros.

O levantamento feito pelo Observatório Nacional de Segurança Viária apuro que, em 2014, foram gastos R$ 52 bilhões com atendimentos médicos, infraestrutura de bombeiros e custos previdenciários com pessoas que ficaram impossibilitadas de trabalhar devido a acidentes de trânsito.



Conscientização e educação


É necessário reduzir a quantidade de veículos que circulam nas vias, além de investir em infraestrutura, mobilidade urbana e na produção de campanhas educativas direcionadas às crianças, aos adultos e, principalmente, aos mais jovens.


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