• Camilo Cristófaro

Transtorno do Espectro Autista



Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil possui cerca de 2 milhões de autistas.


O autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno neurológico caracterizado pelo comprometimento da interação social, da comunicação verbal e não verbal que costuma ser identificado na infância, entre um ano e meio e três anos, e pode apresentar sinais nos primeiros meses de vida.


A síndrome possui causa ainda desconhecida e é estudada pela Ciência.

Recentemente, o periódico New England Journal of Medicine publicou um estudo realizado por cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA) que exploraram a arquitetura física do córtex humano em 11 crianças com autismo e 11 sem o transtorno, na faixa etária de 2 a 15 anos, e perceberam que as crianças autistas tinham falhas em áreas que são responsáveis por funções comprometidas pelo transtorno, como comunicação e interpretação social.



Sintomas


  • Bebês que evitam o contato visual com a mãe.

  • Choro ininterrupto.

  • Apatia.

  • Inquietação exacerbada.

  • Pouca vontade para falar.

  • Surdez aparente: a criança não atende aos chamados.

  • Movimentos pendulares e repetitivos de tronco, mãos e cabeça.

  • Transtorno de linguagem, com repetição de palavras que ouve.

  • Resistência a mudanças na rotina.

  • Ansiedade.

  • Agressividade.


Na síndrome de Asperger, outro quadro do espectro, a pessoa pode não ter problemas no desenvolvimento da linguagem e se interessar por assuntos específicos: sabe tudo sobre dinossauros ou avião e se restringe a só a um tema.



Fatores de risco


  • O autismo é mais frequente em meninos.

  • Predisposição genética.

  • Poluição.

  • Infecções como rubéola durante a gravidez.



Diagnóstico


Não existem exames laboratoriais ou de imagem que ajudem a identificar o autismo.

Em geral, a avaliação é clínica e realizada por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogo, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo, que considera o histórico do paciente, a observação de seu comportamento e os relatos dos pais.


Também são observados traços como inabilidade para interagir socialmente e comportamento restritivo e repetitivo.


Existem portadores gravemente incapacitados, que não conseguem nem falar.

Na média funcionalidade, apresentam dificuldade em se comunicar e, há crianças que não desenvolvem a fala ou apresentam fala e comportamentos repetitivos.


Na alta funcionalidade, os portadores conseguem trabalhar, estudar e constituir família apresentam alto desempenho em alguma habilidade, como pintar ou fazer contas matemáticas.


Pacientes de alta funcionalidade, com ausência dos sinais clássicos da doença, muitas vezes acabam recebendo o diagnóstico correto apenas quando adultos.



Tratamento


Não há cura para o autismo.

Remédios são prescritos na presença de agressividade e de outras doenças paralelas, como depressão.

De acordo com o grau de dificuldade de cada criança, o tratamento deve ser multidisciplinar, englobando médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e pedagogos com o objetivo de incentivar a criança a realizar tarefas como se vestir, escovar os dentes e comer.


Fonte: Revista Crescer/Internet

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